quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Refugio

A primeira vez que você abre os olhos, o que você vê? Você consegue me responder? Talvez você tenha visto uma enfermeira, uma pessoa com um sorriso enorme em te ver acordado, pessoas olhando para outro bebê que não seja você, ou apenas um teto branco, mas você não consegue me responder.
Mesmo você não sabendo o que estava acontecendo, muito menos se lembrar do que você viu de verdade, com o passar dos anos você vai sentir falta, muita falta de abrir os olhos e estarem todos ali com você se preocupando se você está bem, se está com fome, se está assustado, com medo ou se apenas vontade de estar com alguém.
Alguns anos atrás se você dormia no sofá, amanhecia na cama, porque você era uma criança, uma pessoa que precisava deles, que era dependente deles, agora tente dormir no sofá, você vai acordar no sofá e com uma dor nas costas de brinde, não porque as pessoas não te amam mais, e sim porque elas acreditam que você é independente o suficiente para perceber que não está no seu quarto, levantar e ir dormir.
Quando você é só uma menininha, você pode passar blush igual a uma palhacinha e sair na rua, que todos vão achar uma gracinha, que você está virando uma mocinha, tente fazer isso agora, as pessoas vão olhar pra você e te julgar, te chamar de nomes terríveis em pensamento, vão rir, não vão achar mais que você está virando uma mocinha, vão achar que você não tem juízo e que não sairia assim de casa por uma razão decente.
Quando você abriu os olhos naquele dia, você não sabia o que era o mundo, e hoje você liga a televisão e vê pessoas morrendo, crianças abandonadas, animais maltratados, políticos safados, então você se lembra que quando você tinha 6 anos, seus pais te levavam pra cama para te poupar de tudo isso.
Não sei se isso foi bom pra mim, porque até hoje não gosto de ver Jornal, prefiro ficar vendo qualquer filme, lembro que quando eu era pequena, meus pais compravam aqueles filmes, ainda em VHS, que os animais sempre eram os heróis, que os bem sempre vence o mal, que a princesa sempre fica com o príncipe.
Por causa disso até hoje choro em Pocahontas, em Marley e Eu, em A Última Música até no O Rei Leão, mas mesmo assim não quero acreditar que o mundo seja tão cruel, então ao invés de assistirmos tragédias ou filmes de terror, assistimos filmes da Disney, que sempre terminam em finais felizes hoje em dia.
Lembro até hoje do medo que a minha mãe tinha do Chuck, por isso nunca assisti nenhum filme relacionado, no cinema quando assisto esse tipo de filmes com os meus amigos, seguro bem forte a mão do meu melhor amigo, mas ele nem se importa mais.
Aos 4 anos de idade era fofinho você bater o telefone na cara daquela sua tia chata que não fica menos de uma hora no telefone, agora além de você aturar ela falando com você como se tivéssemos 4 anos, ainda temos que suportar aquele pergunta ''E o namoradinho hein?'' sem reclamar de nada.
Eu amava quando a minha mãe escolhia a minha roupa, todo mundo gostava, naquela época faziam rabo em cima da minha cabeça como se fosse uma cascata, e todos achavam a coisinha mais linda do mundo! Se eu saísse descabelada era engraçado, todos achavam que eu queria pentear o cabelo sozinha porque era um mocinha, agora não deixo minha mãe nem entrar no meu quarto e nem escolher a minha roupa, e porque? Nunca consegui responder.
Se eu saísse um dia descabelada na rua, todos pensariam que eu tinha acabado de chegar de uma festa, e que passará a noite toda lá, qual é?
Não me lembro desse mundo cruel quando eu tinha 5 anos, por isso acabo criando um mundo alternativo, um refugio, um abrigo de guerra sem a guerra, não por ser maluca ou ingênua, e sim porque não gosto desse mundo, não gosto da guerra, das brigas, da violência, da falta de amor em Deus, estou começando a acreditar que era melhor se eu nunca tivesse crescido.
Mas agora que cresci, o mínimo que posso fazer é tentar mudar isso, e fazer com que esse mundo que eu tanto fui privada melhore o suficiente para todos que assim como eu criaram seu próprio refugio.

Scarllet,
Antes de continuar com isso, quero que se lembre do dia 7 de setembro de 1988, foi a primeira vez que eu te vi.
E você estava lendo um livro, estava usando uma camiseta do Guns’N Roses, e eu nunca tinha visto nada tão perfeito, eu lembro que pensei que eu tinha que ter você, senão eu morreria, e você sussurrou que me amava.
Durante uma dança no baile, eu me senti tão calmo, e tão seguro, porque eu sabia que nada da vida importaria daquele dia em diante, nada na vida poderia ser ruim, porque eu tinha você.
E daí eu cresci, e eu acabei me perdendo, e culpei você por meus fracassos.
E eu sei que você acha que tem que fazer isso hoje, mas eu não quero que o faça, mas eu acho, que se eu te amo, eu devo te deixar seguir em frente.
Zac Efron, 17 outra vez.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tenho medo do dia em que você souber que todo aquele amor ainda está aqui, que ele só está escondido embaixo de boas lembranças, porque sei que você não será o mesmo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Personalidade.

Ninguém mais ama se não tiver pra quem contar, ninguém mais veste se não tiver alguém pra mostrar, ninguém ganha se não tiver com quem competir.
Onde foi parar a tal da personalidade? Um garoto não liga se a menina não gosta dele, uma menina não liga se um garoto só quer mostrar pra todo mundo que ele pode pegar em qualquer lugar dela.
A diferença, a personalidade, a individualidade, onde estão vocês para salvar essa nação sem futuro agora?