domingo, 6 de maio de 2012

Então eu me pego sorrindo e rindo dos meus próprios erros, rindo de como eu sempre quis apressar as coisas e faze-las diferentes. Rindo de como fui tola, e de como nada que eu queria mudar eu teria feito, eu apenas mudaria o final, o final que ainda não aconteceu.
Olá mundo, faz tempo que eu não o vejo. Como está?
Faz frio aqui, não lembro-me de como é a luz do dia, se não me engano ela é linda não é? Clara e fria ao mesmo tempo, acolhedora e agressiva.
Como estão as pessoas? Ainda acabando com o que tem? Pobre homens... Eles não sabem como são sortudas de acordarem com a luz do sol no rosto, ver outras pessoas ter algum motivo pra sorrir. Não me lembro mais da sensação de ver algo além de sombras sem contraste de algo que me lembra pessoas. 
Sim mundo, eu ainda estou preso.
Aqui não é essa prisão acolhedora como as penitenciárias. Me sinto exilado, fora do mundo, mas eu ainda estou aqui. Aqui dentro é verdade, mas eu não deixei de existir, ainda rondo os lugares e as ruas vazias que eu costumava frequentar, elas continuam muito quietas, mas agora carregam uma espécie de angustia. 
Continuo sem data para me libertar, eu até perguntaria para os meus colegas de cela, mas aqui eu estou sozinho. Como de costume... 
Estou com frio, mas não posso me aquecer, as mentiras que maldades que cometi não permitem. Finalmente sozinho eu me encontro, não que eu não estivesse antes, mas agora eu realmente sinto. 
Esse silêncio continua me matando, continua doendo. 
Eu sei que é uma forma de tirar as coisas erradas da minha cabeça, e estou determinado, ficarei aqui, preso no meu próprio ser até conseguir me libertar da criatura mais perigosa que me atinge, eu mesmo.